Uma embalagem pode parecer adequada, cumprir as dimensões definidas e proteger o produto à primeira vista.
Mas será que está realmente a funcionar?
A resposta nem sempre está na própria embalagem.
Está também no espaço que ocupa no transporte, na quantidade de material utilizado, no tempo necessário para preparar cada encomenda, nos produtos que chegam danificados ao destino e nos custos que vão surgindo ao longo de toda a operação.
É por isso que avaliar uma solução de embalagem apenas pelo seu preço pode dar uma visão incompleta do seu verdadeiro desempenho.
O custo da embalagem é apenas uma parte da equação
Imagine duas soluções para o mesmo produto.
A primeira tem um custo unitário inferior, mas exige mais material de enchimento, ocupa mais espaço e demora mais tempo a preparar.
A segunda foi dimensionada especificamente para o produto. Pode até apresentar um custo unitário ligeiramente superior, mas reduz espaço vazio, simplifica a preparação e permite transportar mais unidades no mesmo volume.
Qual é realmente a solução mais económica?
Para responder é necessário olhar para além do preço da caixa.
Os danos são um dos indicadores mais evidentes
Um dos primeiros sinais de que uma embalagem pode não estar a cumprir corretamente a sua função é a existência frequente de produtos danificados.
E o impacto de um produto danificado raramente termina no próprio produto.
Pode implicar uma devolução, um novo envio, mais tempo de processamento, contacto com o cliente e, em alguns casos, perda de confiança na marca.
Acompanhar a quantidade de ocorrências relacionadas com danos durante o transporte permite perceber se a proteção utilizada está adequada às condições reais da operação.
Quanto espaço estamos realmente a transportar?
O espaço vazio também tem um custo.
Uma embalagem significativamente maior do que o produto pode exigir mais material de enchimento e ocupar mais volume durante o armazenamento e transporte.
Quando multiplicamos essa diferença por centenas ou milhares de unidades, alguns centímetros começam a ter outra dimensão.
O dimensionamento correto pode, por isso, ter impacto direto na eficiência logística.
Material suficiente não significa material em excesso
Adicionar mais proteção pode parecer a solução mais segura.
Nem sempre é.
O objetivo deve ser utilizar o material necessário para garantir o nível de proteção exigido pelo produto, evitando simultaneamente desperdício desnecessário.
Cartão, espuma, divisórias, perfis ou outros elementos de proteção devem existir porque cumprem uma função concreta dentro da solução.
E quanto tempo demora a preparar uma embalagem?
Há ainda uma métrica frequentemente esquecida: o tempo.
Dobrar, montar, colocar proteção, posicionar o produto, preencher espaços e fechar a embalagem são operações que se repetem constantemente.
Uma pequena simplificação neste processo pode representar uma diferença significativa quando aplicada a toda a produção.
Uma boa solução de embalagem deve proteger o produto, mas também ser simples e eficiente para quem trabalha com ela diariamente.
Medir para poder melhorar
Não existe uma única métrica capaz de determinar se uma embalagem é eficiente.
É a combinação dos vários indicadores que permite compreender o seu verdadeiro desempenho.
Custos, danos, utilização de materiais, espaço, transporte e tempo de preparação fazem todos parte da mesma equação.
Na Verpakking analisamos cada projeto tendo em conta não apenas a embalagem, mas também o produto e o contexto em que será utilizada.
Porque uma embalagem eficiente não é necessariamente aquela que custa menos.
É aquela que funciona melhor no conjunto da operação.